Advocacia Empreendedora Missão, Visão e Valores

Missão, Visão e Valores

Toda corporação nasceu do desejo de alguém ou de alguns. Assim, a relação emocional entre o empreendedor e o empreendimento deve ser considerada e controlada, uma vez que essa influência pode limitar o planejamento àquilo que agrada ao empreendedor e não necessariamente é saudável ao empreendimento.

Utilizar as declarações de MISSÃO – VISÃO – VALORES é uma ferramenta útil para driblar essa relação emocional e traçar o planejamento estratégico com base mais sólida.

Mas essa ferramenta é tão importante?

Vamos lá, exemplificando: imagine que você foi convidado para realizar uma viagem! Não disseram como, quando, onde e porque. Quando se iniciará, quanto tempo durará, o clima do local, como chegaremos até lá, onde fica isso….

Em uma situação dessas você não sabe nem o básico: que roupa eu levo? O mesmo acontece com a sua empresa. Sem saber o que você tem a oferecer, por quanto tempo (valor, forma, processos, etc) e como oferecerá, terá apenas um CNPJ e nada mais, não há uma razão de existir.

Entendeu a importância da ferramenta?

MISSÃO é o detalhamento da razão de ser de um empreendimento. É a declaração de para que serve aquela empresa, não para criar um produto ou prestar serviço, mas sim, para entregar algum benefício (do produto ou serviço) ao seu público de interesse.

A MISSÃO será elaborada em uma frase curta para ser relembrada, tal como um mantra, por todos que tenham ligação com a empresa, inspirando sempre a cumprir aquela declaração, como um compromisso.

E se fosse assim: “nossa missão é produzir produtos com qualidade que satisfaçam nossos clientes”. Qualidade e satisfação são o mínimo que se espera de uma empresa, não é considerada como uma missão genuína! Seja criativo, discuta suas ideias, persevere na declaração e a assuma como um mantra, comunicando a todos os stakeholders.

Para ajudar a desenvolver a declaração de MISSÃO, responda estas perguntas:

– Para que o empreendimento existe?

– O que o empreendimento faz?

– Para quem?

VISÃO é a definição de onde o empreendimento quer chegar e quando. De nada adianta saber onde quer chegar se isso acontecer somente daqui 30 anos, o objetivo terá se cumprido, mas será eficaz? O VISÃO de ve ser possível e tangível.

Para ajudar a desenvolver a declaração de VISÃO, responda estas perguntas:

– onde queremos chegar?

– o que estamos construindo e quanto tempo vai demorar para concretizar?

– onde/em quem devemos investir para chegar lá?

– que métricas usarei para definir que chegamos onde queríamos?

VALORES é a delimitação de limites morais do empreendimento e formam a base da cultura organizacional.

Para ajudar a desenvolver a declaração de VALORES, responda esta pergunta:

– O que você não sacrificaria para alcançar seus objetivos?

Nenhuma das declarações do missão, visão e valores são necessariamente estáticas, sendo que a visão, com certeza, mudará quando atingir o tempo já limitado.

Prática - A utilização da ferramenta como prévia do planejamento estratégico.

Uma vez definidos MISSÃO – VISÃO – VALORES é importante notar que o planejamento deve incluir a constante validação ao decorrer do tempo do que foi ali convencionado.

Assim, podemos ver algumas dicas de como utilizar melhor a ferramenta desde seu início:

– defina o propósito da corporação.

– faça uma lista das empresas que você admira e pesquise suas declarações de missão, visão e valores. Não se baseie em seu concorrente, vá além. Pense grande! Analise se são inspiradoras, de fácil lembrança e se realmente refletem a imagem que você tem delas.

Luiz Seabra sempre disse que não via a Natura como uma empresa de cosméticos, mas sim como uma corporação que ajuda a aumentar a autoestima das pessoas. Em 1989 houve uma alteração em sua MISSÃO: manteve a ideia de autoestima, fez um trocadilho de palavras (divertido e criativo) e incorporou a declaração em seu logo.

 

Advocacia Empreendedora Missão, Visão e Valores

Advocacia Empreendedora Logotipo da Natura

 

Agora vamos tirar um tempo para reflexão, pense na sua empresa e reflita sobre os seguintes pontos:

Advocacia Empreendedora Missão, Visão e Valores

– após a construção do seu missão, visão e valores (e constantemente), valide suas declarações:

Analise as empresas que você admira. Grandes empresas (não no sentido de tamanho) têm grandes propósitos. Faça uma lista de empresas que você admira, mesmo que não sejam do seu ramo (é até melhor que não sejam) e pesquise quais são suas declarações de missão, visão e valores. Reflita sobre o que você pode aprender com isso. Elas refletem o benefício do negócio? São inspiradoras? São de fácil lembrança?

Você iniciou um caminho que parece pequeno e simples, mas é o coração da sua empresa! Se você não souber o que quer da viagem, como planejá-la?


Advocacia Empreendedora-comprador-vendedor Diferenças entre comprador e vendedor

Diferenças entre comprador e vendedor

Com o crescimento da tecnologia e evolução da legislação, nunca foi tão fácil comprar ou vender algo. Basta um cadastro, e pronto! Qualquer pessoa física pode comercializar pequenos itens que não quer mais, ou comprar o que desejar. Várias empresas investem para simplificar o processo de compra e venda, tornando cada usuário um consumidor em um vendedor em potencial. Tudo parece maravilhoso, e realmente é muito prático, mas será que quem sabe comprar sabe também vender?

Para entendermos melhor as diferenças entre comprador e vendedor, podemos usar um exemplo simples: comprar pão em um sábado pela manhã. Vamos imaginar que Pedro acordou sábado pela manhã e decidiu comer um pão fresquinho no seu café da manhã, como estava um dia quente, saiu de bermuda e chinelo para a padaria, escolheu seu pão (gosta dos com casca mais escura), pagou e voltou para casa. Temos aqui um ótimo exemplo de compra e venda, agora vamos desmembrar este simples exemplo para entender o comprar e o vender.

Pedro em sua compra, não teve que se preocupar em como estava vestido para comprar o pão, não se preocupou em fabricar o pão, mas se preocupou com as características e apresentação do pão, foi informado do preço e pagou pelo produto pelo preço solicitado. No caso do comprador, a compra deve ser sempre o mais prática possível, pois sempre que uma compra tiver muitos processos, o risco do consumidor desistir da compra aumenta. O fator mais desgastante na compra de Pedro é ir até a padaria, pois todo o resto do processo é simples e sem complicações.

Agora vamos pensar no lado do vendedor, a padaria teve que se preocupar com a fabricação do pão, nos diferentes tipos de clientes e em suas preferências (pães com casca mais clara e mais escura), gastos com limpeza, uniforme dos empregados (ao contrário de Pedro, a pessoa atrás do balcão não pode gerar má impressão se estiver vestida de bermuda e chinelo), contas fixas (água, energia elétrica, salários, impostos, insumos, etc.), troco no caixa no caso do pagamento ser feito em dinheiro, divulgação do produto e outros extras que deixariam a lista muito extensa. Além de tudo isso o vendedor ainda tem que se preocupar em ter compradores, não adianta ter o produto se não tivermos quem compre o produto. Como podemos observar, a venda envolve muitos processos e preocupações a mais do que a compra. Mesmo se a venda fosse online de um produto que já possuímos, ainda teremos alguns fatores como: escolher o preço ideal, responder dúvidas de possíveis compradores, apresentar boas fotos e ou descrições do produto que estamos vendendo, etc…

Vender é um trabalho que pode ser lucrativo, mas que também traz responsabilidades e riscos inerentes ao comércio, por isso o vender deve ser lucrativo e seguro; já a compra, é uma ação que pode envolver alguma complexidade, em compras de maior valor, vários fatores devem ser levados em consideração, mas por mais estudada que deva ser a decisão da compra, ela deve ser o mais simplificada possível e com sentimento de satisfação. Todos que vendem deve ter lucro de alguma forma e todos que compram devem se sentir felizes com a aquisição, caso um destes parâmetros não seja atendido em uma transação, teremos problemas para algum ou os dois lados.

Aproveitando o raciocínio que desenvolvemos até o momento, devemos frisar que comprador não é igual a consumidor, eu posso consumir sem adquirir, assim como um fornecedor não é necessariamente um vendedor. Também podemos concluir que um comprador não é necessariamente um vendedor e vice e versa, mas com a facilidade de vender nos tempo atuais, é tão grande assim a diferença entre vendedor e comprador?

Tirando o fator das preocupações que um vendedor possui, temos também o espírito empreendedor. Quem quer ganhar dinheiro com algo, se esforça para alcançar este objetivo e pensa sempre em superar o que já alcançou, tem um espírito empreendedor. Para ser um bom vendedor, principalmente autônomo, você deve ter esse espírito empreendedor, essa vontade de crescer, de ir além de trabalhar, estudar muito para alcançar seus objetivos. Agora, se analisarmos o comprador, ele quer se sentir feliz com sua compra e somente isso.

A diferença se torna muito clara em um raciocínio bem simples: “Não é porque eu gosto de comer pizza que eu vou montar uma franquia de pizzarias”. Comprar é diferente de vender, assim como ser um comprador é diferente de ser um vendedor. Por isso não devemos forçar um comprador a ser um vendedor, pois ele pode além de se dar muito mal em vendas, também pode pegar aversão ao produto vendido. O melhor disseminador de seu produto, franquia, é o consumidor, mas o seu parceiro de vendas é o vendedor. A diferença de perfil, engajamento, e desejo de retorno são diferentes e devem ser respeitadas para que um bom comprador não se torne um péssimo vendedor e um disseminador negativo.

O essencial é entendermos as características de cada pessoa, sermos empáticos quanto aos seus desejos e anseios, e lhes oferecer e esperar aquilo que eles realmente querem e podem entregar. Antes de transformar um comprador em vendedor é colocá-lo em um lugar que ele não quer, entenda seu perfil, seus anseios, seus defeitos e qualidades, e só então sugira, acompanhe e aproveite as mudanças que acontecerão com o novo membro da sua equipe.


Advocacia Empreendedora Decisões e Consequências

Decisões e consequências

Todos sabemos que cada decisão que tomamos gera uma consequência, como diria a física, para cada ação há uma reação. Saber que para cada ação que realizamos há uma consequência, é algo extremamente corriqueiro, fazemos a cada momento do nosso dia a dia, porém, nem sempre pensamos em todas as consequências que ações podem trazer.

Assim como ações geram consequências, decisões também geram, poderíamos aqui debater que decisões são ações, porém o ponto que tratamos neste artigo é a decisão no mundo do pensamento, antes ainda de sair de nossa mente e ganhar forma com ações concretas, e os impactos disso em uma empresa.

Empresas não são feitas de pensamentos, e sim de ações concretas, você pode ver um clip de papel, um papel de parede ou ainda uma escultura e pensar: “Eu poderia ter tido esta ideia.”, mas e se você tivesse tido essa ideia, já pensou que além da ideia teria que produzir protótipos, pensar em como seria a produção do produto, comercialização, etc… Empresas são criadas com planejamento e ações, mesmo escritores só podem comercializar seus produtos depois de horas de escrita, tempo para reuniões com editoras, etc… .

Em um mundo empresarial, onde as ações ganham tanto valor, onde fica o que precede a ação, a decisão? A decisão fica no planejamento estratégico, no ato de pesar na balança os prós e os contras, os valores, os ideais; e talvez mais difícil que a ação é a decisão, pois em uma empresa o fato de decidirmos planejar ou não um determinado investimento pode ser a diferença entre estar no topo e fechar as portas.

Sempre que decidimos em uma empresa, nós devemos pensar e projetar as consequências, pensar o que queremos e o que pode acontecer no futuro, levar em conta dados, projeções e estudos para minimizar riscos. A diferença entre a vida comum é que em uma empresa um fator anda lado a lado com as consequências, algo que não podemos comprar, cultivar ou evitar, o tempo.

Sempre que levamos em consideração uma decisão, temos que escolher entre opções, assim como escolher entre maçã ou pera para um lanche da tarde, e o passar do tempo modifica nossas possibilidades de escolha mesmo que não façamos nada, afinal se não decidirmos, depois de um tempo trocaremos as opções, de qual das dua duas belas frutas vamos comer, para qual das frutas estragadas jogaremos primeiro no lixo. Vê-se que não escolher também traz consequências...

De forma mais direta, decisões não são fáceis e consequências virão de qualquer opção que fizermos, e mesmo se não escolhermos uma opção, o tempo tratará de substituir nossas opções, seja para melhor, seja para pior, a única diferença é que quanto mais deixarmos a cargo do tempo, menos podemos fazer para eliminar as consequências que não queríamos e mais longe estaremos das opções ideais.

O fato de deixar para decidir depois, é uma decisão, a mais fácil e a mais arriscada. Existe uma grande diferença entre um pintor que guarda sua pintura na esperança que ela valorize e uma empresa que espera o mercado decidir para depois seguir atrás da onda. Quem espera e não decide, sempre estará atrás, e às vezes nem chegará.

A melhor decisão é a tomada com calma, pensando no futuro de forma estratégica, por mais dolorida que seja agora, um futuro promissor é o objetivo de todos, seja uma pessoa ou uma empresa. É ruim demitir um empregado, mas pior é manter um empregado ruim e afundar a empresa, enquanto outros melhores estão no mercado, é ruim decidir entre a cor de um produto, mas pior é ver o concorrente lançando uma nova tendência enquanto seu produto nem foi para a linha de produção, é ruim ter que tomar uma postura, mas é melhor que morrer na indecisão.

Não podemos esquecer que uma empresa é um ser eterno, marcas duram mais que vidas, e para que sua vida seja prolongada, a empresa tem que tomar decisões, caso contrário o tempo tratará de tomá-las.

Assim, se decisões devem ser tomadas, temos que entender a dualidade entre escolhas conscientes e escolhas negligentes.

As escolhas conscientes serão aquelas que planejei os prós e contras da escolha, como ponderei o risco e acima de tudo o que aguardar a partir daquela decisão, qual será a reação esperada, mesmo que seja uma expectativa será mais fácil mensurar uma resposta à ação tomada. Já as escolhas negligentes é a falta de ação, é o deixar a maré no seu curso sem que eu me movimente para diminuir o risco ou planejar o impacto possível.

Não escolher (escolha negligente) é danoso a qualquer negócio , pois o resultado é imprevisível e com isso o risco sempre aumenta.


Advocacia Empreendedora Comunidade Empresarial

Comunidade Empresarial

Comunidade Empresarial fortalecida é vantagem para todos

A experiência demonstra que a comunidade empresarial se ocupa, a maioria das vezes, em identificar concorrentes ao invés de parceiros! A falta de empenho em estabelecer um relacionamento saudável dentro de uma comunidade empresarial, e ainda entre a comunidade empresarial e a comunidade local, é uma atitude que não traz nenhum tipo de benefício pois “poda possibilidades ao invés de gerar possibilidades”. Um dos melhores exemplos dos benefícios de uma comunidade empresarial fortalecida é a feira livre!

Vemos Feiras livres em todas as cidades e sempre com as mesmas características. Todos os feirantes se conhecem, se você procura determinado produto em uma barraca e não encontra o próprio feirante lhe dirá em qual barraca você encontrará! E ele te indicará porque é muito importante que você encontre tudo o que precisa naquele local, pois hoje não comprará dele, mas na próxima semana sim, já que você continuará frequentando a feira!

Por mais que todos os produtos da feira livre sejam similares, há diferenciação de preços, atendimento, qualidade e até mesmo localização das barracas! A barraca um pouco mais cara leva suas compras até o carro ou casa, a outra tem o atendimento mais simpático, outra te conhece e chama pelo nome e pergunta da família. Feira livre é uma experiência de concorrentes parceiros que funciona por terem a característica de fortalecimento de uma comunidade.

O conceito de comunidade empresarial fortalecida não é algo novo e seus benefícios já são observados em diversos movimentos que utilizam estes princípios, como: “Compre do Local”, “Compre do Pequeno”, círculos de economia solidária ou de economia sustentável, cooperativas e até mesmo associações.

Em várias partes do mundo os benefícios da comunidade empresarial está sendo explorado, principalmente frente a concorrência de grandes empresa multinacionais e a internet. A concorrência não é algo negativo, pelo contrário, nos motiva a melhorar o nosso serviço e eficiência, porém grandes empresas têm mais recursos para enfrentar os concorrentes: nome estabelecido, forma de trabalho padronizado e um aporte financeiro superior; fazer frente a uma multinacional não é uma tarefa fácil para se fazer sozinho, mas fica menos difícil se tivermos colaboração de nossos pares.

Só as empresas locais conhecem bem a história da sua região, sabem como são e quem são seus consumidores, têm contato diário com o seu público alvo. Ter vantagens perante grandes empresas e manter a informação para si é brigar por migalhas enquanto outros comem o bolo. Se pergunte porque ainda existem feiras se você pode comprar tudo o que tem lá em hipermercados? Porque as feiras atraem turistas e compradores fiéis? Estas respostas são a chave para entender o poder de uma comunidade empresarial, agora só falta uma pergunta que você deve fazer: porque você ainda não organizou a sua comunidade empresarial?


Advocacia Empreendedora CANVAS Seu Modelo de Negócios desenhado literalmente

CANVAS: Seu Modelo de Negócios desenhado literalmente

“Uma empresa deve tomar uma decisão consciente sobre quais segmentos quer servir e quais segmentos quer ignorar” – Alexander Osterwalder (BMG)

Business Model Canvas é uma ferramenta de planejamento estratégico que permite esboçar modelos de negócio novos ou existentes, de forma dinâmica e até mesmo divertida, com intuito de planejamento, reposicionamento e inovação. Foi idealizado e desenvolvido por Alexander Osterwalder quando cursava Doutorado na Universidade de Lausanne, na Suíça, em 2004, e posteriormente aperfeiçoado em cocriação com mais de 200 pessoas, em trabalhos presenciais e online, que gerou o livro Businness Model Generation – Inovação em Modelo de Negócios.

A ferramenta é uma tela (canvas), separada em nove blocos, que incentiva a inovação, prototipação do negócio e cocriação (criação colaborativa), uma vez que a criação se dá através de conversas abertas que percorrem os 4 pilares da gestão empresarial: clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade financeira. É possível visualizar diversas áreas de um negócio, mas de forma interligada.

 

Advocacia Empreendedora CANVAS Seu Modelo de Negócios desenhado literalmente

 

À primeira vista o Business Model Canvas parece um simples diagrama. A facilidade de análise que ele traz só passa a ser realmente compreendida à medida que começarmos a visualizar exemplos e a utilizá-lo em nosso dia-a-dia, funciona como um mapa visual que traz maior dinamismo no tripé que permeia os negócios: produto – processo – pessoas, possibilitando uma visão sistêmica da empresa e do negócio, buscando a solução de problemas reais e não apenas da aparência do problema, com a vantagem de que todo o negócio pode ser visualizado em uma única página.

O Canvas pode ser utilizado em inúmeras situações, pensando o atual ou novo negócio e/ou produto, podendo ser adaptado a diversos segmentos e portes empresariais. Uma vez definido qual será o negócio e/ou produto, se analisa cada um dos nove blocos através de perguntas:

Preposições de Valores: Quais benefícios a empresa oferece a seus clientes? Porque a empresa não é igual ao seu concorrente principal?

Segmentos de Clientes: Que clientes a empresa pretende servir? Porque segmentos aparentemente óbvios devem ser ignorados ou memorizados?

Canais: Como a empresa se comunica com seus clientes e entrega sua proposta de valor?

Relacionamento com Clientes: Quais relacionamentos sua empresa estabelece com os seus clientes?

Atividades-chave: Quais são as atividades mais importantes a serem desenvolvidas para que a empresa implemente e seja eficiente em seu modelo de negócio?

Recursos: Quais são os recursos (ativos) mais importantes para que o modelo de negócio planejado funcione?

Parceiros: Quais são os parceiros essenciais para que o modelo de negócio seja adotado?

Custos: Quais os custos (despesas fixas e variáveis, fundos de reserva, etc.) que a empresa terá para efetivar o modelo de negócio?

Receitas: Quais são as fontes de receitas da empresa? Haverá divisão com produtos de flanco?

A facilitação de uso da ferramenta propicia resultados mais positivos, uma vez que traz experiência na sequencia de análise dos blocos, bem como explica quais os ângulos a serem observados em cada um dos blocos.

Definitivamente o Business Model Canvas é uma ferramenta que auxilia no planejamento estratégico de todo e qualquer negócio, merecendo lugar de destaque no core empresarial.


Advocacia Empreendedora Canibalizando

Canibalizando

Canibalizar pode soar como algo ruim, já que associamos a canibal, aquele que devora outro da mesma espécie! Tem até filme com Anthony Hopkins (aplausos, por favor!) sobre o tema.

Mas vamos pensar em um significado melhor. Canibalizar, segundo o dicionário, também pode ser entendido como aproveitar peça(s) de equipamento desativado para reposição em outro igual ou similar ou ainda destruir algo.

No meio empresarial vemos a necessidade de canibalizarmos algum processo interno como deixar de fazer algo por ser inútil ou porque precisa se transformar em algo novo. Podemos usar uma determinada experiência ou processo como um meio de transformação. Vemos então a canibalização como um processo de inovação interno.

Mas quando canibalizar?

Essa pergunta somente pode ser respondida se você tiver um planejamento claro sobre seu produto e a atuação da empresa perante o mercado, pois este planejamento que indicará a necessidade de inovação de algo ou mesmo da extinção.


Advocacia Empreendedora Bacon não é toucinho

Bacon não é toucinho

Bacon e toucinho são pedaços da barriga do porco, sendo que o bacon passou por um processo de defumação e o toucinho não! Parece a mesma coisa, mas não é!

Na gestão corporativa temos muitas situações que parecem a mesma coisa, mas não são! Recursos Humanos e Departamento Pessoal, são exemplos desta confusão!

Alguém pode pensar: mas trabalham com pessoas, então é a mesma coisa, ué!

Nope! Recursos Humanos é um setor da empresa que busca a satisfação e engajamento dos empregados, desenvolvendo funções de recrutamento, seleção, treinamento, desenvolvimento pessoal/profissional e retenção: remuneração e benefícios. Já o Departamento Pessoal trata da burocracia dos encargos trabalhistas e previdenciários, sendo responsável por folha de pagamento, registro dos empregados (na CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência social), calcula guias do INSS e FGTS para pagamento, cuida da parte demissional, etc.

Assim como nesta situação, outras confusões se dão na gestão corporativa! Confusões financeiras no patrimônio da pessoa física e jurídica, tratados de relações comerciais e trabalhistas (ultimamente a confusão entre terceirização e prestação de serviços por MEI é enorme, infelizmente), a batalha de gestão de pessoas e outras situações que se induz o erro!

Uma delas é a diferenciação entre ramo de atuação e segmento!

Vejamos, o ramo de atuação (ou ramo de atividade) é a área do mercado em que a empresa atua ou está inserida. Alimentos e Bebidas, hotelaria, prestação de serviços de segurança patrimonial ou indústria farmacêutica são exemplos.

Já a segmentação do mercado é utilizada na definição do planejamento estratégico, ao identificar o seu mercado alvo. Segmentar um mercado significa dividi-lo, com características, necessidades e preferências. Vimos que prestação de serviços de segurança patrimonial é um ramo, podemos dividi-lo em um segmento de venda de produtos e itens para segurança patrimonial industrial ou residencial, por exemplo.

Alimentos e bebidas é ramo de atuação, sendo que podemos dividir em restaurante com segmento de alimentação familiar (o maravilhoso restaurante para almoço de domingo em família) ou bar de happy hour com música ao vivo. O ramo é o mesmo, mas o segmento é absurdamente diferente, o que impacta em todo o planejamento estratégico da empresa.

O treinamento dado aos empregados, o tipo de fornecedor pode ser similar mas o volume de compra (e condições derivados deste volume de compra) é diverso, a decoração do local e o tipo de marketing serão diferentes.

A identificação desta segmentação é o primeiro bloco que discutimos no Canvas (leia mais aqui ) , pois a partir do entendimento desta diferenciação se inicia o plano de negócio!

Nesta série de artigos apresentaremos cada um dos blocos do Canvas e repensaremos o grau de importância dado ao plano de negócios e sua mutabilidade.


Advocacia Empreendedora Assessoria ou Consultoria

Assessoria ou Consultoria

Muito se vê desde oferta de serviços como da discussão de qual deles contratar, mas qual a diferença entre os serviços de assessoria e consultoria?

O bom e sempre querido Aurélio (Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, aquele que escreveu o dicionário mais conhecido no Brasil!) explica que CONSULTORIA é a “atividade em que um especialista compartilha o seu conhecimento em forma de orientações específicas para as necessidades do cliente” e que ASSESSORIA é quando “grupo de indivíduos especializados, instituição, empresa ou departamento que assessora, presta auxílio a pessoas físicas ou jurídicas”.

Temos então que a CONSULTORIA fornece aconselhamento e dá orientação especializada para que outra pessoa tome decisões, enquanto a ASSESSORIA auxilia em um serviço específico, realizando parte do serviço que alguém deve realizar! É o caso bem comum de assessoria de imprensa ou de assessoria contábil, por exemplo!

A Consultoria será um serviço de aconselhamento contratado por uma Corporação, junto a pessoas qualificadas e especialmente treinadas para lhes dar, de uma forma objetiva e independente, a possibilidade de identificar problemas gerenciais e oportunidades de melhoria. A consultoria analisa problemas e aponta soluções, facilitando implantação de processos e procedimentos, indica profissionais com expertise para a realização do serviço in loco (assessores), mas não participa ativamente da implantação das soluções e aí está justamente a maior diferença entre consultoria e assessoria.

Já a Assessoria é o ato de assessorar, ou seja, ajudar, assistir, auxiliar ou colaborar com determinado processo. Na assessoria os problemas são identificados e as soluções implantadas com a participação direta do assessor interferindo nos processos da empresa.

Assim, a maior diferença entre os tipos de serviço está na forma da prestação do serviço e na entrega do produto! O Consultor é contratado para realizar um diagnóstico, identificar falhas ou melhorias possíveis e indicar alternativas viáveis para a solução de determinado problema, mas não participa diretamente das atividades de implantação em si. O que não o impede de acompanhar e verificar os resultados. Já o Assessor é contratado para entregar uma solução e implantá-la, podendo iniciar os trabalhos a partir de um diagnóstico realizado por uma consultoria quanto ser o responsável pelo diagnóstico primário e então planejar e implantar a solução.

Tal diferenciação é muito importante para que se defina qual o melhor procedimento a cada negócio. Na Outliers Consultoria Colab trabalhamos sob a premissa de cocriação de resultados, logo, não faz parte de nossa cultura apresentar uma solução pronta e implantá-la no cliente, mas sim de construirmos um estudo e planejamento de implantação, juntos ao cliente!

Mas qual escolher entre estas duas opções?

Depende do que a empresa precisa e do que deseja, bem como do tipo de dedicação pessoal que está disposto a realizar. A consultoria é recomendada quando a empresa deseja um diagnóstico completo da corporação e precisa de uma opinião isenta e imparcial sobre os fatores críticos do seu processo de atuação (ou produção, ou organização, dependendo da área de atuação), visando identificar possibilidade de melhoria na gestão para posterior elaboração e execução de um planejamento estratégico.

Quando a empresa tem ciência de suas carências e necessidades de atuação, mas não possui expertise para implantar essas mudanças que garantam a elaboração e execução do planejamento estratégico, então é necessário a contratação da Assessoria, que realizará esse processo em seu nome, de forma interna.

Vemos um exemplo muito claro em pequenas e médias empresas no serviço de assessoria de folha de pagamento! Em vez de contratar cerca de 3 empregados para atuarem como RH e DP, esses departamentos são realocados a uma empresa externa, que faz a contratação (desde entrevista, testes e parte documental), até o dia a dia da empresa com relação a controle de cartão ponto e folha de pagamento (e férias, horas extras, etc.). Se a empresa encontra dificuldades pontuais em serviço especializado, que não seja sua atividade fim, vale mais a pena contratar uma assessoria externa que atue de forma interna, do que realizar a contratação de um departamento completo, com chefia e controle pelos sócios que não possuem conhecimento da área.

Se você encontra dificuldade em organizar e gerenciar departamentos específicos da sua empresa, como financeiro, marketing (mídias sociais), recursos humanos, processos, entre outros, analise a possibilidade de contratar ajuda especializada para que lhe sobre tempo para as atividades que agregam mais valor ao seu negócio, sendo até mesmo que essa contratação seja feita pela indicação da Outliers Consultoria Colab, por exemplo.

Se a dificuldade é em elaborar um diagnóstico isento, que identifique problemas e aponte soluções eficazes, contrate a Outliers Consultoria Colab e poderemos cocriar o melhor resultado para sua empresa.


Advocacia Empreendedora 8 coisas que o Candy Crush pode te ensinar

8 coisas que o Candy Crush pode te ensinar

Quando você vê alguém, em um momento de lazer, jogando Candy Crush pensa que ele pode ter boas lições de gestão estratégica com o joguinho?

Tudo na vida pode trazer lições de gestão estratégica, depende do tipo de visão que você tem no dia a dia.

Vamos lá, o que o Candy Crush, jogo que conta com mais de 50 milhões de jogadores, que em 2013 foi o jogo mais popular do Facebook e por enquanto (cinco anos após o lançamento) ainda tem fases infinitas, pode fazer de útil (além de divertir)?

Aquele que é mestre na arte de viver faz pouca distinção entre o seu trabalho e o tempo livre (…) Distingue uma coisa da outra com dificuldade. Almeja, simplesmente, a excelência em qualquer coisa que faça, deixando aos demais a tarefa de decidir se está trabalhando ou se divertindo”. Domenico de Masi em O Ócio Criativo 1 - Saiba dos objetivos de cada fase

A cada partida o jogo indica um objetivo diferente, seja a coleta de determinado número de itens, livrar personagens de peças congeladas ou presas, despejar geleia por todo o tabuleiro, etc. A identificação do objetivo ANTES do início do jogo é o que garante a eficácia da estratégia traçada.

Se não se sabe qual o objetivo, como traçar qualquer estratégia?

2 - Identifique as ferramentas disponíveis

Após identificar o objetivo verifique quais as ferramentas (booster) você tem disponível e que poderá auxiliar na conclusão do objetivo. Além disso, tenha certeza que você sabe quando e como usa-la de forma adequada em sua estratégia, sempre para atingir o objetivo. Afinal, de que serve um bom martelo para serrar uma árvore? Isso mesmo, para nada!

Tenha consciência de que a ferramenta do seu dia a dia lhe serve e melhor, você sabe como usa-la!

3- Identifique o prazo.

Ok, você já sabe o objetivo e quais as ferramentas que tem a seu dispor, mas e o tempo? Qual o prazo para concluir a tarefa? Se você não observar fases que tem um prazo para concluir pode colocar toda a estratégia a perder pelo simples motivo de ter saído para o cafezinho…

Respeite os prazos e a estratégia traçada alcançará o santo graal da próxima fase!

4 - Tenha planejamento linear

As fases aparecem em uma tela e você vê as próximas, que são didaticamente dispostas por cores, conforme a dificuldade. Se você tem fases difíceis (super difícil) pela frente, vale mesmo a pena gastar aquela ferramenta mais poderosa?

O planejamento linear permite antever passos e calcular os riscos e bônus das fases anteriores.

5 - Há bonificação extra?

Algumas fases garantem bonificações extras, seja por concluir a fase em apenas uma tentativa, em até três tentativas ou promoções do jogo. Identifique as bonificações extras para ter noção se a fase agrega valor a um maior investimento, já que o retorno pode ser superior ao normal.

O mesmo vale para os planejamentos da empresa. Se eu trabalhar até mais tarde poderei compensar outro dia saindo mais cedo, adiantarei prazos e terei mais tempo para me dedicar a uma planilha que exige mais concentração, emendarei um feriado? Às vezes a bonificação extra vale a pena ser planejada com antecedência.

6 - Vale a pena investimento financeiro?

O jogo tem várias opções de comprar ferramentas e vidas, mas será que vale a pena investir dinheiro real no jogo virtual?

Às vezes o valor investido é baixo e a recompensa (lembra-se do tópico 5 – bonificações extras?) por passar de fase é maior, ou a conquista emocional de ter passado por uma fase que estava há semanas, a continuidade do jogo... O investimento financeiro será viável conforme a estratégia geral traçada para o jogo. Ganhar a qualquer custo, brincar cada fase de forma descompromissada, competir com um amigo, etc.

Na estratégia empresarial essa correlação deve ser quase diária. Vale a pena o investimento de dinheiro ou tempo em uma inovação, cliente, ferramenta nova, curso, trajeto do almoço, encontro de negócios, etc.

7 - Networking e parcerias

O jogo apresenta cinco vidas, sendo que cada uma se renova a cada 30 minutos depois de usada e perdida. Após usar todas as vidas o jogador pode escolher esperar, pedir vidas aos amigos de jogo ou comprar vidas (item 6 $$), vai depender novamente de sua estratégia.

Se você pode pedir vida aos amigos de jogo, é networking e parceria, pois da mesma forma que envia pedidos de vida, também recebe tais pedidos. Há uma troca de cordialidade até mesmo entre desconhecidos, mas colegas de jogo.

O planejamento também precisa de parceiros para o bom funcionamento de qualquer negócio, seja de contadores, fornecedores, rede bancária, etc. Podemos não conhecer pessoalmente todos os elos desta rede, mas ela existe. Você consegue identificar os elos da sua rede empresarial?

8 - Salve seu progresso na nuvem!

O jogo pode ser acessado pelo Facebook no computador e também por download no smartphone (e tablet), você joga por meses e um belo dia, tchbum!, o celular cai na água e perde tudo o que tem ali! Você baixa de novo, faz login com uma rede social (Facebook) e continua jogando. E se nunca atrelou seu jogo a qualquer outro local, como uma cópia de segurança?

Lágrimas não recuperam dados, amigo!

O mesmo vale para todos os seus dados empresariais! Se a empresa incendiar, cair água no seu servidor interno, furtarem seus equipamentos, você garante a recuperação dos dados (ou a segurança dos dados de seus clientes)?

Ter servidor externo, backup e afins é o mínimo nos tempos atuais, temos muitas ferramentas online para auxiliar neste quesito!


Advocacia Empreendedora 5 dicas de produtividade

5 dicas de produtividade

Ser produtivo é uma necessidade, seja onde for, na vida pessoal ou profissional. Devemos fazer algo da melhor forma possível levando em consideração os custos e os benefícios; de nada adianta termos uma trabalho extremamente meticuloso para fazer um cubo de gelo perfeito, que levará um grande cuidado no processo e tempo despendido, se o gelo será utilizado somente para resfriar um copo de água, assim como não adianta sermos extremamente rápidos para montar um foguete espacial e o mesmo explodir no lançamento.

Produtividade é o equilíbrio entre o quanto podemos fazer mantendo um padrão equivalente a que se espera do produto final. O grande ponto da produtividade é como aumentá-la sem que o resultado diminua e que o custo aumente, de preferência, se fizermos mais e melhor e gastando menos, nossa produtividade, a grosso modo, aumenta.

Neste artigo daremos 5 dicas para aumentar a produtividade, que servem para qualquer trabalho

Dividir e conquistar: Se uma tarefa é muito complexa e extensa, maior a chance de termos erros ou problemas na sua execução, o que diminui a nossa produtividade. Divida grandes processo em partes menores e faça pequenas avaliações de cada etapa. Retrabalho ou correções de erros diminuem nossa produtividade, tente evitá-los o máximo possível, verificando etapas menores e mais rápidas para que a qualidade ajude na produtividade;

Organize sua organização: Ter processos de verificação do trabalho é fundamental, mas saber a ordem do que deve ser feito e o que foi feito é tão importante quanto os processos, afinal em uma fábrica, seria improdutivo levar um carro para pintura depois do motor e vidros estarem montados na carroceria. Faça um checklist dos processo, de entrada e saída de cada etapa e saiba de onde veio e para onde deve ir.

Seja claro em sua organização: Fazer sinais que somente você identifica para sinalizar um processo ou procedimento não é a melhor forma de ser produtivo. Não corra o risco de não saber o que determinado símbolo queria dizer dois anos atrás ou o qual era a ordem de ações que existia há 5 anos; deixe documentado o que a caneta vermelha queria dizer reprovado e a verde aprovado, coloque em uma planilha, imprima e deixe em local acessível. Se existe uma sequência, escreva em números e não em letras, e tenha uma planilha com todos os números e suas ordens para que mais tarde possa se orientar e a cada alteração, imprima novamente a lista e deixe a antiga salva em um arquivo no computador ou na gaveta. use legendas, explique o porquê do processo ter sido feito daquela forma!

Hoje temos arquivos salvos em nuvens, nada justifica que você deixe de documentar um procedimento!

Conheça o seu ritmo: Se você não sabe quanto tempo gasta para fazer tarefa X, não poderá mensurar o aumento da produtividade desta tarefa. Nem sempre conseguimos estipular exatamente quanto tempo demoramos para a atividade, mas temos uma média e sabemos quais os fatores críticos que fazem com que o tempo aumente. Saber o quanto se demora para pintar uma parede é fundamental para que o pintor saiba que a troca do rolo de tinta X pelo Y foi impactante em sua produtividade, se ele gastar a mesma quantidade de tinta com o mesmo resultado final e gastar menos tempo, ele terá um ganho de produtividade, porém se ele não levar em conta que no dia em que ele marcou o tempo de X estava chovendo e de Y estava um dia seco, ele não terá uma boa métrica. Só você sabe tempo e os percalços do seu trabalho, defina e leve em consideração.

Essa discussão é muito importante, e válida, quando temos movimentos que dizem que você deve se comportar de forma X ou Y para ser produtivo! Desde 2018 vê-se o movimento do chamado Clube das 5, que indica que as pessoas que acordam às 5 horas da madrugada e iniciam seu dia em um determinado ritmo de atividades são mais produtivas! Mas será que funciona? Depende, se você produtiva às 5 horas da madrugada, sim, irá funcionar! Se não for...

O importante é que você conheça e entenda o SEU ritmo de produtividade, o que lhe estimula, o que atrasa, o que ajuda! Autoconhecimento é essencial.

Analise, pense, tente e reavalie: aumentar a produtividade é uma ação presa em um círculo, você sempre pode analisar a sua produtividade, pensar em novas forma de fazer ou de organizar algo, testar novas idéias e reavaliar resultados. É um processo infinito onde sempre podemos pensar em novas formas, que nem sempre serão melhores, às vezes podemos imaginar que se corrermos de um ponto ao outro da empresa seremos mais produtivos, diminuindo o tempo de deslocamento, porém aumentamos o risco de quedas, choques e de perder papéis; mas o pensamento reflexivo sempre é uma boa prática.

Com estas dicas, podemos aumentar nossa produtividade, mas não se engane, não será uma tarefa fácil, o cérebro gosta de segurança e de economizar energia, então tarefas repetitivas são o que ele mais gosta, e repensar o trabalho habitual e aprender novas formas de fazê-lo não é algo fácil, mas com o tempo é recompensador.

Uma dica bônus, fique atento a novas ferramentas, hoje em dia temos sempre algum programa ou aplicativo, com alguma opção nova para nos ajudar no dia a dia de nosso trabalho.