Precificação

Precificação

Quanto vou cobrar pelo meu produto? Está é uma pergunta comum mas com uma resposta bem mais complexa que a pergunta. Existem diversas formas de se colocar um preço em um produto, podemos simplesmente chutar um número, ou uma margem sobre o valor de compra, mas será que isso garante o nosso saúde financeira?

Para entender um pouco mais sobre a precificação (colocar preço em nossos produtos dentro de um planejamento estratégico) vamos utilizar aqui um exemplo de uma cozinha, onde vários insumos são consumidos para elaboração de um novo produto, onde um simples o cálculo de custos sem uma padronização do procedimento de produção é inviável, beirando o impossível.

Vejamos o caso da Empregada A que usa 3 colheres de sal a cada 5kgs de arroz, e a Empregada B que usa 1 colher de sal a cada 5kgs de arroz. Ao final de 24 dias de funcionamento da produção de cozinha, haverá diferença de 48 colheres de sal… . Como poderíamos colocar um preço no arroz se o consumo de sal pode variar tanto? Temos tanto uma diferença nas características do produto final como no custo do produto.

Imaginando agora que padronizamos o uso do sal em uma colher e meia, o PREÇO DE VENDA ainda não é algo simples de se chegar, é complexo no sentido de analisar todos os itens que compõem a precificação, por isso é necessário o máximo de controle possível das compras, elaboração de cardápio e mapeamento dos processos.

Uma vez estipulados os dados para a formação do preço, devemos escolher qual a metodologia da precificação que vamos utilizar, levando em consideração o meio ambiente em que a empresa está inserida, vamos listar abaixo algumas delas:

Mark-up: análise dos custos inerentes à produção, comercialização, distribuição e divulgação do produto, acrescentando posteriormente a margem de lucro que se pretende atingir. É o método mais básico para definição de preços, por isso é o mais utilizado e recomendado no mercado. Sua eficiência somente é possível com o controle de todos os custos e despesas.

Preço-teto: primeiro, identifica-se o preço máximo que o mercado está disposto a pagar pelo produto; em seguida, faz-se os ajustes necessários para garantir menores custos e maior produtividade e lucro.

Geralmente é utilizado quando o mercado já estabeleceu um limite para os valores cobrados por aquele produto/serviço (vide a baixa concorrência de combustíveis, as variações entre os postos de gasolina são ínfimas). É uma estratégia que depende muito do mercado de atuação.

Percepção de valor: se considera a percepção dos clientes ao preço praticado e as condições de pagamento (descontos, prazos, taxa de juros, serviços adicionais, atributos da marca, etc.). Aqui se analisa o valor agregado e não o preço monetário.

A percepção de valor não considera o valor monetário, mas os atributos como qualidade (do produto, do atendimento, da marca), localização privilegiada, estacionamento sem pagamento complementar, experiência no mercado, etc.

Agora que padronizamos nossa produção, conhecemos as estratégias de precificação e entendemos o meio em que nossa empresa está inserida, precisamos reforçar um ponto muito importante: Preço não é igual a Valor

Um mesmo produto pode custar preços diferentes dependendo da localização da loja, da entrega do produto ou da experiência proporcionada ao cliente. PREÇO é a etiqueta do valor monetário atrelado ao produto, VALOR é quanto você paga e acha que vale a pena (custo – benefício). Uma garrafa de água em seu carro pode ter o mesmo preço hoje e amanhã, mas se hoje estiver nublado e amanhã um sol forte com um calor sufocante, com certeza o valor que você vai dar para sua garrafa de água vai ser maior no dia ensolarado.