Decisões e consequências

Decisões e consequências

Todos sabemos que cada decisão que tomamos gera uma consequência, como diria a física, para cada ação há uma reação. Saber que para cada ação que realizamos há uma consequência, é algo extremamente corriqueiro, fazemos a cada momento do nosso dia a dia, porém, nem sempre pensamos em todas as consequências que ações podem trazer.

Assim como ações geram consequências, decisões também geram, poderíamos aqui debater que decisões são ações, porém o ponto que tratamos neste artigo é a decisão no mundo do pensamento, antes ainda de sair de nossa mente e ganhar forma com ações concretas, e os impactos disso em uma empresa.

Empresas não são feitas de pensamentos, e sim de ações concretas, você pode ver um clip de papel, um papel de parede ou ainda uma escultura e pensar: “Eu poderia ter tido esta ideia.”, mas e se você tivesse tido essa ideia, já pensou que além da ideia teria que produzir protótipos, pensar em como seria a produção do produto, comercialização, etc… Empresas são criadas com planejamento e ações, mesmo escritores só podem comercializar seus produtos depois de horas de escrita, tempo para reuniões com editoras, etc… .

Em um mundo empresarial, onde as ações ganham tanto valor, onde fica o que precede a ação, a decisão? A decisão fica no planejamento estratégico, no ato de pesar na balança os prós e os contras, os valores, os ideais; e talvez mais difícil que a ação é a decisão, pois em uma empresa o fato de decidirmos planejar ou não um determinado investimento pode ser a diferença entre estar no topo e fechar as portas.

Sempre que decidimos em uma empresa, nós devemos pensar e projetar as consequências, pensar o que queremos e o que pode acontecer no futuro, levar em conta dados, projeções e estudos para minimizar riscos. A diferença entre a vida comum é que em uma empresa um fator anda lado a lado com as consequências, algo que não podemos comprar, cultivar ou evitar, o tempo.

Sempre que levamos em consideração uma decisão, temos que escolher entre opções, assim como escolher entre maçã ou pera para um lanche da tarde, e o passar do tempo modifica nossas possibilidades de escolha mesmo que não façamos nada, afinal se não decidirmos, depois de um tempo trocaremos as opções, de qual das dua duas belas frutas vamos comer, para qual das frutas estragadas jogaremos primeiro no lixo. Vê-se que não escolher também traz consequências…

De forma mais direta, decisões não são fáceis e consequências virão de qualquer opção que fizermos, e mesmo se não escolhermos uma opção, o tempo tratará de substituir nossas opções, seja para melhor, seja para pior, a única diferença é que quanto mais deixarmos a cargo do tempo, menos podemos fazer para eliminar as consequências que não queríamos e mais longe estaremos das opções ideais.

O fato de deixar para decidir depois, é uma decisão, a mais fácil e a mais arriscada. Existe uma grande diferença entre um pintor que guarda sua pintura na esperança que ela valorize e uma empresa que espera o mercado decidir para depois seguir atrás da onda. Quem espera e não decide, sempre estará atrás, e às vezes nem chegará.

A melhor decisão é a tomada com calma, pensando no futuro de forma estratégica, por mais dolorida que seja agora, um futuro promissor é o objetivo de todos, seja uma pessoa ou uma empresa. É ruim demitir um empregado, mas pior é manter um empregado ruim e afundar a empresa, enquanto outros melhores estão no mercado, é ruim decidir entre a cor de um produto, mas pior é ver o concorrente lançando uma nova tendência enquanto seu produto nem foi para a linha de produção, é ruim ter que tomar uma postura, mas é melhor que morrer na indecisão.

Não podemos esquecer que uma empresa é um ser eterno, marcas duram mais que vidas, e para que sua vida seja prolongada, a empresa tem que tomar decisões, caso contrário o tempo tratará de tomá-las.

Assim, se decisões devem ser tomadas, temos que entender a dualidade entre escolhas conscientes e escolhas negligentes.

As escolhas conscientes serão aquelas que planejei os prós e contras da escolha, como ponderei o risco e acima de tudo o que aguardar a partir daquela decisão, qual será a reação esperada, mesmo que seja uma expectativa será mais fácil mensurar uma resposta à ação tomada. Já as escolhas negligentes é a falta de ação, é o deixar a maré no seu curso sem que eu me movimente para diminuir o risco ou planejar o impacto possível.

Não escolher (escolha negligente) é danoso a qualquer negócio , pois o resultado é imprevisível e com isso o risco sempre aumenta.