Resiliência

Resiliência

Resiliência não é só uma palavra bonitinha que a sua amiga tatuou, também não é modinha de 2018, mas é sim um estado de espírito e capacidade em desenvolvimento constante!

Na ciência, a resiliência é uma característica atribuída a materiais que são capazes de voltar ao seu estado normal— sem sofrer alterações — após sofrer tensão. Assim, uma pessoa resiliente é aquela que aprende a suportar dores e pressões (internas e externas) para crescer por meio delas.

Manter o equilíbrio emocional e desenvolver a capacidade de trabalhar sob pressão são aptidões usuais nos tempos atuais, gênero de primeira necessidade para sobreviver às tensões e instabilidades do mercado. Por isso que a resiliência é uma das soft skills1 mais importantes do século e extremamente apreciada pelo mercado de trabalho.

Ser resiliente é possuir a capacidade de adaptação, flexibilidade e habilidade de manter-se estruturado perante situações estressantes, buscando inovar e melhorar seu status. Se é uma capacidade, e não algo inato, é importante vê-la como algo a ser aprendido e aprimorado! Para isso, alguns pontos podem (e devem) ser trabalhados ou aprimorados, dependendo do seu caso:

– tenha um propósito;

– estabeleça metas realistas, assim você evita frustrações desnecessárias;

– trabalhe a inteligência emocional;

– aprenda com os próprios erros e veja-os como oportunidades (e preferencialmente não os repita);

– enfrente os problemas de forma direta, sem desculpas ou protelações;

– inove nas soluções;

– tenha humildade ao solicitar ajuda e construa uma rede de apoio sólida;

– olhe com gratidão para si, cultivando autoestima e confiança;

– descubra hábitos que lhe trazem serenidade e paz;

A resiliência é uma capacidade útil, já que permite a superação de problemas de forma menos traumática e com resultado positivo, uma vez que suas mudanças internas trazem evolução pessoal. Não se trata de simplesmente aceitar de forma passiva eventualidades diárias ou problemas, mas de planejar soluções em busca de melhores resultados, pessoais ou profissionais.

Dentro de qualquer tipo de relação profissional a resiliência é analisada com cuidado pelos recrutadores pois demonstra maleabilidade em situações de gestão de crise e trabalho de equipe.

O resiliente trata de sua posição dentro da empresa como uma peça importante da engrenagem, e não com vitimismo ou inferioridade perante o trabalho. Stephen Hawking, físico que formulou a teoria da cosmologia quântica mesmo acometido por esclerose amiotrófica, ou Nelson Mandela, na incansável luta contra o Apartheid, são exemplos claros de resiliência, uma vez que apesar de todas as limitações que lhes foram impostas, perseveraram constantemente, alcançando sucesso conforme seus objetivos.

Silvio Santos (SBT), Cleusa Maria da Silva (Sodiê Doces) e Eloi D’Avila (Flytour) são empresários brasileiros de sucesso que representam as características da resiliência tão admiradas nas relações corporativas. Todos passaram por uma infância difícil, com quase nenhuma instrução escolar, e após inúmeras chances de tentativa e erro, conseguiram alcançar um sucesso empresarial (e financeiro) acima da média! Houve muita persistência, crença que os objetivos seriam alcançados e resiliência em se moldar após os fracassos.

Voltamos à resiliência como capacidade pessoal e profissional a ser desenvolvida! É um atributo que contribui para o desenvolvimento, então, porque não?

Nota:

soft skills: aptidões pessoais, mentais, emocionais e sociais que desenvolvemos ao longo de nossas experiências e nas relações, não se trata de aprendizado formal. Temas TECNOLOGIA Assuntos trabalhados de forma simples e prática, relacionados a tecnologia.