Diferenças entre comprador e vendedor
Diferenças entre comprador e vendedor
Com o crescimento da tecnologia e evolução da legislação, nunca foi tão fácil comprar ou vender algo. Basta um cadastro, e pronto! Qualquer pessoa física pode comercializar pequenos itens que não quer mais, ou comprar o que desejar. Várias empresas investem para simplificar o processo de compra e venda, tornando cada usuário um consumidor em um vendedor em potencial. Tudo parece maravilhoso, e realmente é muito prático, mas será que quem sabe comprar sabe também vender?
Para entendermos melhor as diferenças entre comprador e vendedor, podemos usar um exemplo simples: comprar pão em um sábado pela manhã. Vamos imaginar que Pedro acordou sábado pela manhã e decidiu comer um pão fresquinho no seu café da manhã, como estava um dia quente, saiu de bermuda e chinelo para a padaria, escolheu seu pão (gosta dos com casca mais escura), pagou e voltou para casa. Temos aqui um ótimo exemplo de compra e venda, agora vamos desmembrar este simples exemplo para entender o comprar e o vender.
Pedro em sua compra, não teve que se preocupar em como estava vestido para comprar o pão, não se preocupou em fabricar o pão, mas se preocupou com as características e apresentação do pão, foi informado do preço e pagou pelo produto pelo preço solicitado. No caso do comprador, a compra deve ser sempre o mais prática possível, pois sempre que uma compra tiver muitos processos, o risco do consumidor desistir da compra aumenta. O fator mais desgastante na compra de Pedro é ir até a padaria, pois todo o resto do processo é simples e sem complicações.
Agora vamos pensar no lado do vendedor, a padaria teve que se preocupar com a fabricação do pão, nos diferentes tipos de clientes e em suas preferências (pães com casca mais clara e mais escura), gastos com limpeza, uniforme dos empregados (ao contrário de Pedro, a pessoa atrás do balcão não pode gerar má impressão se estiver vestida de bermuda e chinelo), contas fixas (água, energia elétrica, salários, impostos, insumos, etc.), troco no caixa no caso do pagamento ser feito em dinheiro, divulgação do produto e outros extras que deixariam a lista muito extensa. Além de tudo isso o vendedor ainda tem que se preocupar em ter compradores, não adianta ter o produto se não tivermos quem compre o produto. Como podemos observar, a venda envolve muitos processos e preocupações a mais do que a compra. Mesmo se a venda fosse online de um produto que já possuímos, ainda teremos alguns fatores como: escolher o preço ideal, responder dúvidas de possíveis compradores, apresentar boas fotos e ou descrições do produto que estamos vendendo, etc…
Vender é um trabalho que pode ser lucrativo, mas que também traz responsabilidades e riscos inerentes ao comércio, por isso o vender deve ser lucrativo e seguro; já a compra, é uma ação que pode envolver alguma complexidade, em compras de maior valor, vários fatores devem ser levados em consideração, mas por mais estudada que deva ser a decisão da compra, ela deve ser o mais simplificada possível e com sentimento de satisfação. Todos que vendem deve ter lucro de alguma forma e todos que compram devem se sentir felizes com a aquisição, caso um destes parâmetros não seja atendido em uma transação, teremos problemas para algum ou os dois lados.
Aproveitando o raciocínio que desenvolvemos até o momento, devemos frisar que comprador não é igual a consumidor, eu posso consumir sem adquirir, assim como um fornecedor não é necessariamente um vendedor. Também podemos concluir que um comprador não é necessariamente um vendedor e vice e versa, mas com a facilidade de vender nos tempo atuais, é tão grande assim a diferença entre vendedor e comprador?
Tirando o fator das preocupações que um vendedor possui, temos também o espírito empreendedor. Quem quer ganhar dinheiro com algo, se esforça para alcançar este objetivo e pensa sempre em superar o que já alcançou, tem um espírito empreendedor. Para ser um bom vendedor, principalmente autônomo, você deve ter esse espírito empreendedor, essa vontade de crescer, de ir além de trabalhar, estudar muito para alcançar seus objetivos. Agora, se analisarmos o comprador, ele quer se sentir feliz com sua compra e somente isso.
A diferença se torna muito clara em um raciocínio bem simples: “Não é porque eu gosto de comer pizza que eu vou montar uma franquia de pizzarias”. Comprar é diferente de vender, assim como ser um comprador é diferente de ser um vendedor. Por isso não devemos forçar um comprador a ser um vendedor, pois ele pode além de se dar muito mal em vendas, também pode pegar aversão ao produto vendido. O melhor disseminador de seu produto, franquia, é o consumidor, mas o seu parceiro de vendas é o vendedor. A diferença de perfil, engajamento, e desejo de retorno são diferentes e devem ser respeitadas para que um bom comprador não se torne um péssimo vendedor e um disseminador negativo.
O essencial é entendermos as características de cada pessoa, sermos empáticos quanto aos seus desejos e anseios, e lhes oferecer e esperar aquilo que eles realmente querem e podem entregar. Antes de transformar um comprador em vendedor é colocá-lo em um lugar que ele não quer, entenda seu perfil, seus anseios, seus defeitos e qualidades, e só então sugira, acompanhe e aproveite as mudanças que acontecerão com o novo membro da sua equipe.